Número 36 . Novembro 2010
Manvia com limpeza do canal condutor do baixo Mondego

Em 1972 arrancou uma das maiores obras de engenharia hidráulica realizadas à data em Portugal, que mobilizou uma enorme coordenação de meios humanos e materiais. Este projecto foi executado em grande parte pela Mota e Companhia, que foi responsável por todos os trabalhos de regularização do leito principal do Rio Mondego e por parte significativa da construção do canal condutor geral e aduções associadas.

Passados quase 34 anos, o passado e o presente cruzam-se, de novo, no Grupo Mota-Engil: em Novembro de 2008, a MANVIA arrancou com o contrato de controlo de vigilância, manutenção e operacionalidade das obras de adução de água que integram o Aproveitamento Hidráulico do Baixo Mondego (AHBM).

Actualmente, o aproveitamento hidroagrícola beneficia uma área de 12.538 hectares. Situado no Vale do Baixo Mondego, desenvolve-se ao longo de 40 km do rio Mondego e parte das linhas de água secundárias de Cernache, Ega, Arunca e Pranto, nos concelhos de Coimbra, Condeixa, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure do distrito de Coimbra.

Para além do fornecimento de água a campos agrícolas, o AHBM permite fornecer com segurança e eficiência as indústrias de celulose e papel (Soporcel e Celbi) e a Estação de Tratamento de Água para consumo humano (ETA) da Figueira da Foz.

Fazem parte do AHBM  as seguintes infra-estruturas: canal, a céu aberto com secção trapezoidal com e 40 km de extensão; 15 estruturas de controlo de escoamento; dois sifões com condutas sob o rio; uma estação elevatória; duas estações de bombagem.

As principais responsabilidades da Manvia são: execução de rotinas de limpeza, vigilância, operação das infra-estruturas e dos  equipamentos hidromecânicos (24 horas/dia TDA); manutenção curativa e preventiva; limpeza, corte ao arranque de vegetação do canal e coroamento dos taludes. De forma assegurar estas actividades, o contrato possui uma equipa técnica pluridisciplinar residente, composta por 36 colaboradores.

Uma das últimas actividades dignas de destaque foi a limpeza do canal condutor geral do baixo Mondego. Esta operação teve como principais objectivos: verificar as condições de manutenção do interior do canal, para que, de seguida, se possam efectuar as reparações necessárias da infra-estrutura; limpeza e remoção dos detritos acumulados no canal, nomeadamente pedras, madeiras, lama e bivalves. Estes últimos, devido à reprodução rápida e à ausência de predadores naturais acumulam-se nas infra-estruturas de controlo de escoamento e tubagens de abastecimento, provocando alterações das condições normais de escoamento do canal e rede de distribuição.

A limpeza do canal foi efectuada entre o açude de Coimbra e a estrutura de controlo nº 1, em Formoselha, a montante da estação de bombagem de Santo Varão, numa extensão de 14 km. Atendendo a que o fornecimento de água à ETA da Figueira da Foz e às indústrias de celulose e papel não pode ser interrompido durante as operações de limpeza, inspecção e manutenção, foi necessário construir um dique e reintroduzir a água do rio Mondego no canal condutor geral através da estação de bombagem de Santo Varão.

As principais acções associadas à limpeza do Canal são o esvaziamento do canal e a recolha dos peixes que aí habitam para posterior colocação no Rio Mondego. Para esta operação, foi fundamental o empenho constante dos colaboradores do contrato que, com o auxílio de redes,

baldes e picheiros, conseguiram transferir quatro toneladas de peixe para o rio Mondego. Nesta operação, que durou quatro dias, estiveram envolvidos 26 colaboradores.

A operação de limpeza do Canal  

Concluída a trasfega dos peixes, começaram as operações de limpeza do Canal, com recurso a tractores com atrelado e mini pá carregadora que recolheram areias, terras e bivalves do fundo do canal, com particular acumulação junto das estruturas de controlo  de escoamento (vulgarmente designadas por Bico de Pato).

Nas zonas de difícil acesso, onde as máquinas não podiam operar, a limpeza foi realizada manualmente pela equipa residente.

Em resumo, a intervenção foi um sucesso, tendo sido superadas todas as expectativas graças ao empenho e dedicação de todos os colaboradores. Foram optimizados os recursos, minimizados os impactes ambientais (fauna e flora) e foi também salvaguardada a integridade física de todos, não tendo sido registados acidentes.

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