Número 36 . Novembro 2010
Na estrada para garantir boa circulação
louvor pelo brilhante desempenho frente ao nevão de Janeiro

Nelson Silva, 42 anos de idade, antes de em 2001 ter sido escolhido para encarregado de Assistência e Manutenção da auto-estrada A25, concessão das Beiras Litoral e Alta (Ascendi), foi operador de máquinas pesadas, bulldozers e outras, no Grupo Mota-Engil e foi motorista TIR. A experiência de condução nas estradas europeias muito batidas pela neve estimulou-o para o estudo do combate à neve nas estradas: "Leio o que se publica sobre o tema, vou a feiras internacionais, pesquiso, procuro estar actualizado e saber o mais que possível".

Com o saber cultivado pelos responsáveis e o equipamento ao dispor, não surpreende que a equipa Ascendi dos Centros de Assistência e Manutenção (CAM) de Viseu e Aveiro tenha merecido do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda um louvor pelo "brilhante trabalho" e, do comandante do Destacamento de Trânsito da Guarda, "parabéns pelo desempenho" dos profissionais da Ascendi (Nelson Silva e José Santos) na resposta ao pedido de auxílio para limpeza e desobstrução da EN 18 no grande nevão deste Janeiro.

Começou num domingo, esse primeiro grande nevão de 2010 que obrigou à interrupção de circulação em uma centena de estradas do país e muitas mais no mapa da Península Ibérica. A engenheira Célia Tavares, 44 anos, chefe do CAM de Viseu e Aveiro, desde 2001, ao verificar a intensidade do nevão foi logo para o terreno: "Quero dar, através da minha presença, apoio às equipas que estão a resolver os problemas". Na noite daquele domingo, 10 de Janeiro, 84 dos 173 quilómetros da A25 estavam sob forte nevão. Os quatro limpa-neves estiveram permanentemente em acção para que a circulação pudesse permanecer aberta nos dois sentidos - o que, na prática, implicou a limpeza de 168 quilómetros.

A engª Célia Tavares adverte para a necessidade de os condutores portugueses passarem a estar preparados para a condução em cenário de neve: "É preciso que tenham em conta a necessidade de ter correntes para os pneus (há países em que a falta de correntes é punida com uma coima) e importa que respeitem as recomendações para a condução. Colocámos nos painéis de mensagens variáveis em pórtico ao longo do percurso a mensagem de perigo neve e o apelo para que circulassem na faixa da direita de modo a deixar sempre uma faixa desimpedida para a passagem dos limpa-neves, mas houve locais onde todo o espaço foi ocupado e as nossas equipas de limpeza até pela berma tinham dificuldade para avançar".  Mas, com o esforço e dedicação das equipas do CAM, a par de outros apoios (bombeiros, GNR, autarquias) foi possível manter a A25 aberta de tal modo que, às 4 da madrugada de segunda-feira, 11 de Janeiro, quando o Destacamento de Trânsito da Guarda pediu ajuda ao CAM para desobstruir a EN 18 onde estavam bloqueados automóveis ligeiros, autocarros de passageiros e camionetas de carga, foi possível fazer avançar o apoio.

O limpa-neves Scania 6x6, um dos de maior eficácia no terreno, seguiu para a EN 18 com uma brigada liderada por Nelson Silva e com o apoio de José Santos. Em pouco mais de uma hora a via ficou desimpedida e o trânsito foi restabelecido, na acção que mereceu o louvor do CDOS da Guarda. "A experiência de Nelson Silva e o conhecimento que tem das soluções mais eficazes para combater a neve na estrada é muito valiosa", elogia a engª Célia Tavares. "Nesses dias de Janeiro tivemos neve seca e não a neve molhada, a mais habitual em Portugal. A neve seca obriga a intervenção mais complexa a preparar o caldo de sal que liberta o calor que faz derreter a neve. É necessário ajustar as proporções mais adequadas de modo a evitar os inconvenientes do degelo", explica Nelson Silva.

Todos com o gosto pela missão cumprida, com dedicação e competência, ao serviço de quem circula pelas estradas. Ficou demonstrado, como reconhece a engª Célia Tavares, "o empenho das equipas Ascendi, a eficiente coordenação dos trabalhos e a excelente optimização dos recursos mecânicos e humanos".


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