Número 36 . Novembro 2010
Irene Preto
Dinamismo e espírito ganhador em todos os momentos

Irene Conceição Preto Mendonça integra a equipa da Mota-Engil Engenharia, a construtora do Grupo Mota-Engil, responsável em Portugal e nos mercados onde está implantada pela realização de projectos nas diversas áreas de Engenharia.

Licenciada em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Irene Mendonça é actualmente a responsável pela Direcção do Grupo Construtor de Vila do Conde, GCVC-ACE.

Que funções desempenha na empresa e em que área?

Neste momento sou responsável pela Direcção do Grupo Construtor de Vila do Conde, GCVC-ACE. O Agrupamento Complementar de Empresas é constituído pela Mota-Engil Engenharia, com 42,87% de participação, pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. e pela MonteAdriano-Engenharia e Construção, S.A., ambas com 28,57%.

Este ACE está sob a coordenação da Direcção de Produção nacional, inserida na Divisão Portugal e Espanha, mais concretamente na Direcção de Produção VI - Construção Civil e Obras Públicas -, tendo por responsabilidade a concepção, projecto e construção das infra-estruturas necessárias à execução do plano de investimentos de Vila do Conde, designadamente no que diz respeito aos sistemas de drenagem de águas residuais e de abastecimento de água.

O GCVC-ACE desenvolve, desde finais de 2008, a empreitada de concepção construção, no valor de aproximadamente 55 milhões de euros, para a concessionária Indaqua Vila do Conde - Gestão de Águas de Vila do Conde, S.A., estando prevista a sua conclusão no final de 2014.

Resumidamente, a empreitada consiste na realização do projecto e construção de aproximadamente 580 km de condutas e equipamentos integrados nos sistemas - nomeadamente estações elevatórias, a instalar no Concelho de Vila do Conde. Esta intervenção decorre durante o período de seis anos segundo o plano de investimentos acordado entre o concedente, Câmara Municipal de Vila do Conde, e a concessionária.

Como e quando se deu a sua integração no Grupo Mota-Engil?

A minha entrada no Grupo Mota-Engil deu-se após a conclusão da licenciatura, tendo sida admitida pela Mota & Companhia, S.A. para desempenhar funções no Laboratório Central.

A actividade desenvolvida neste período foi motivadora pelo facto de permitir aplicar em situações reais os conceitos teóricos adquiridos na licenciatura, no âmbito da especialização em Geotecnia que frequentei.

O que significa para si estar integrada numa estrutura com a dimensão do Grupo Mota-Engil (vantagens e desafios)?

Em primeiro lugar, significa estar integrada num grupo económico de referência nacional e, simultaneamente, líder em Portugal no sector da construção civil e obras públicas.

Esta posição permite-nos participar em projectos pluridisciplinares e de grande dimensão, o que nos responsabiliza de uma forma acrescida, quer na comunidade técnica, quer perante a sociedade.

Do ponto de vista profissional, significa ainda participar com determinação na concretização eficiente dos objectivos traçados, tendo a garantia de desenvolver a nossa actividade segundo elevados padrões de qualidade e inovação, que se traduzirão necessariamente no crescimento do Grupo e dos seus colaboradores.

Fale-nos um pouco do seu trajecto profissional antes de integrar o Grupo...

A minha carreira profissional iniciou-se no Grupo Mota-Engil.

No seu percurso no Grupo, identifique um projecto, desafio, ou contexto em que tenha gostado particularmente de estar envolvida.

Sinto que todos os projectos em que estive envolvida me marcaram de alguma forma. Destacam-se projectos pelas particularidades técnicas, desafios, dificuldades, estratégias traçadas, contrariedades, conhecimentos, em suma, pela aprendizagem adquirida. Por outro lado, do ponto de vista pessoal, a vivência diária com as diversas equipas constitui um outro factor enriquecedor e de crescimento humano resultante de cada projecto.

No entanto, apesar de sempre difícil, se tivesse de escolher um único projecto, diria que foi a primeira obra em que participei, por vários motivos, nomeadamente:

  • por ter sido o primeiro contacto com a realidade da engenharia no terreno, longe das teorias adquiridas durante a licenciatura;
  • pela possibilidade de estar envolvida num dos maiores projectos desenvolvidos em Portugal daquela natureza;
  • pela oportunidade de poder contactar com a maior diversidade de problemas, soluções e actividades de construção no domínio da geotecnia e da engenharia;
  • pelo privilégio de ter estado inserida numa equipa que me transmitiu os ensinamentos fundamentais para continuar, ao fim destes anos, a sentir o mesmo entusiasmo de cada vez que inicio um novo projecto neste Grupo.

Refiro-me às empreitadas realizadas pelas empresas Mota & Companhia, S.A. e Engil, S.A., integradas no GPCIE, ACE, no âmbito do projecto da Expo 98, no qual participei desde a sua fase inicial, em 1995, até sua conclusão, em 1998.

O que mais gosta de fazer quando não está a trabalhar?

Além de procurar dedicar o máximo de tempo disponível à minha família, tento conciliar esse tempo com alguns dos meus hobbies preferidos.

Um dos meus maiores prazeres é ouvir música, sem preferências particulares de estilo, apenas em função do estado de espírito.

Como não sou particularmente adepta da prática desportiva, a única actividade física que actualmente pratico são as caminhadas, de preferência em espaços verdes ou na praia.

Sempre que tenho disponibilidade, procuro ainda viajar, quer no nosso país, quer para o exterior e apreciar a cultura e a sociedade dos locais por onde me desloco.

Indique um livro e um filme que a tenham marcado e partilhe connosco as razões para as suas escolhas...


Um livro que me marcou particularmente foi o livro foi " O Perfume" e um filme foi "Era uma vez na América".

"O Perfurme" é um romance do escritor alemão Patrick Süskind. Trata-se de um dos livros que mais me impressionou. A escrita é particularmente descritiva, que nos transporta para a história narrada através da sensação olfactiva, tantas vezes relegada. A história situa-se no século XVIII, em Paris, e acompanha a vida do protagonista, cujo corpo não têm cheiro e cujo olfacto é particularmente desenvolvido, na procura do perfume ideal, que será para ele uma forma de alcançar o Belo.

"Era uma vez na América", de Sérgio Leone, cativou-me pelo facto se sintetizar de uma forma consistente um enredo policial, com alguma comédia, tragédia, drama e romance, que traduz uma história de amizade e luta pela sobrevivência em tempos difíceis. Marcou-me particularmente a banda sonora que, pela sua genialidade, enquadra, em minha opinião, de forma absoluta, o enredo, tornando-se uma mais valia importante do filme.

Se tivesse oportunidade de viajar no tempo para conhecer qualquer pessoa, quem escolheria (e porquê)?

Esta é uma questão que eu considero particularmente difícil, uma vez que existem várias personalidades brilhantes em diversas áreas, ao longo dos tempos, que teria sido um privilégio conhecer.

Por este motivo, decidi expressar as minhas razões por uma personalidade da actualidade: Barack Obama, pela esperança que veio trazer nalguns dos conflitos actualmente mais activos, designadamente: militares, económicos/financeiros, sociais e, inclusive, ambientais.

De uma forma geral, que características mais aprecia nas pessoas?

Na actual conjuntura é cada vez mais fundamental enaltecer valores como a honestidade, a ética, o profissionalismo e o optimismo aliado ao sentido de humor diário.

Indique uma característica que considere comum à Mota-Engil como Grupo e a si como pessoa, e que considere determinante para continuarmos a construir o futuro.

O dinamismo e espírito ganhador, mesmo nos momentos mais adversos.

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