Número 36 . Novembro 2010
Peru, a cultura e a civilização dos Andes

Remontam ao século XII A.C. os primeiros vestígios de ocupação humana do território peruano.

No início do III milénio A.C. formaram-se as primeiras cidades-estado de carácter teocrático, assumindo particular relevo histórico a civilização Caral, coetânea das mais antigas civilizações mundiais.

De entre as várias culturas locais que então emergiram, destaca-se em particular a cultura Huari, desenvolvendo o modelo clássico do estado andino, através do surgimento de cidades de corte imperial, modelo que se expandiu a norte até ao século VIII.

Esta cultura, conjuntamente com a cultura Tiwanaquense, lograram impor-se até finais do século IX, erigindo-se a partir de então novos estados imperiais de alcance regional.

Os Incas passam então a ocupar papel preponderante, vindo a povoar até ao século XV um território de cerca de 3 milhões de km2, no que ficou conhecido pelo Império Inca com capital em Cuzco.

Para além do seu poderio militar, os Incas notabilizaram-se pelos seus feitos arquitectónicos, de que a cidadela de Machu Pichu constitui o mais alto expoente, justamente eleita uma das novas maravilhas do mundo.

Em meados do século XVI o conquistador espanhol Francisco Pizarro destrói o Império Inca, tomando-o para a monarquia espanhola.

Em 1542 é estabelecido o vice-reino do Peru.

Após um período de intensa conflitualidade, o vice-rei Francisco de Toledo reorganiza o território em 1570, pacificando o país e pondo termo aos últimos focos de resistência inca.

Sob o domínio espanhol, o Peru conheceu profundas transformações sociais e económicas.

Implantou-se um sistema mercantilista baseado na mineração do ouro e da prata, em especial de Potosi.

Com o abrandamento das receitas da mineração a partir de inícios do século XVII e na sequência das reformas borbónicas no país, produziram-se diversos levantamentos, o mais importante dos quais ficou conhecido pela Rebelião de Túpac Amaru II, caudilho da maior rebelião independentista sul-americana protagonizada no século XVIII.

Já no século XIX, o movimento independentista dirigido pelo General argentino José de San Martín, proclama desde Lima a independência do Peru no dia 28 de Julho de 1821, instaurando a República do Peru.

Após um período de lutas entre caudilhos pela presidência peruana e da breve existência da confederação peruana-boliviana (1836-1839), esta época culmina no primeiro governo constitucional peruano dirigido pelo marechal Ramón Castilla, dando início àquilo que ficou conhecido pelo ciclo do guano, fertilizante natural produzido pelas aves das ilhas do litoral peruano então exportado para a Europa e Estados Unidos da América.

Em 1879 o Chile declara guerra ao Peru, dando origem à Guerra do Pacífico, conflito que envolveria também a Bolívia.

O termo do conflito marca um período de "Reconstrução Nacional", tendo a chegada ao poder de Augusto Bernardino Leguía concluído uma séria de governos de pendor aristocrático.

O Oncenio, período correspondente aos onze anos de governo de Leguía, terminou em 1930 com o golpe de estado conduzido por Luis Miguel Sánchez Cerro, que deu início a uma época de governos militares e à erupção de movimentos de cariz popular.

O clima de guerra fria dos anos 60 e as revoluções políticas na América Latina, culminariam no Peru em 1968 com a revolução das forças armadas, de pendor anti-imperialista e anti-oligárquico, sob o comando do General Juan Velasco Alvarado.

As políticas então empreendidas redundaram numa situação de profundo declínio económico, que resultaria no retorno à ordem democrática, na criação de uma assembleia constituinte e na convocação de eleições gerais em 1980.

Durante a década de 80, o Peru enfrentou uma profunda crise económica e social, acentuada pelo aparecimento de grupos armados como o Sendero Luminoso de inspiração comunista.

O governo, então liderado por Alan Garcia Pérez, conheceria nas eleições de 1990 um novo chefe de estado na pessoa de Alberto Fujimori.

Fujimori viria a ser reeleito em 1995 e 2000, tendo nesse ano renunciado à presidência do país, depois de um escândalo político que abalou o seu governo.

A Alejandro Toledo Manrique, vencedor das eleições de 2001, viria a suceder em 2006 o ex-Presidente Alan Garcia Pérez, actual Presidente do Peru.

O Peru situa-se na parte ocidental da América do Sul, confrontado a oeste com o oceano Pacífico, a noroeste com o Equador e a Colômbia, a este com o Brasil, a sudeste com a Bolívia e a sul com o Chile.

Com uma área de 1.285.215 km² (3º maior país da América do Sul e 20º maior do planeta), o país estende-se entre a linha equatorial e o Trópico de Capricórnio.

A sua geografia confere-lhe uma ampla variedade paisagística.

A cordilheira dos Andes, com uma altitude média de 4.000 metros, divide o país em três grandes regiões; costa, serra e selva.

A costa constitui uma extensa franja desértica e é parte integrante do Deserto do Pacífico; caracteriza-se por arribas, penínsulas, baías e praias, sendo dotada de um clima temperado, sub-tropical, e atravessada por cursos fluviais pouco pronunciados.

A região serrana, constituída pelos Andes, estende-se por três cadeias montanhosas paralelas, mais baixas e húmidas no norte, mais altas no centro e com maior amplitude no sul.

A selva, dividida em alta e baixa, constitui uma região plana coberta por espessa vegetação, representando cerca de 60% da superfície do país.

A influência dos Andes e da Corrente de Humboldt conferem ao clima peruano características muito particulares.

O clima oscila entre o árido subtropical ou desértico nas costas central e sul, árido tropical na costa norte, temperado sub-húmido a frio nas regiões serranas, com grandes variações em função da altitude; na selva o clima é tropical húmido.

No plano hidrográfico, a maior parte dos rios peruanos têm origem nos Andes, desaguando no oceano Pacífico.

O Peru é dotado de uma imensa variedade de ecossistemas, sendo um dos doze países do mundo considerados megadiversos.

Com uma população estimada de cerca de 28.5 milhões de habitantes, mais de metade da qual habita as zonas costeiras, o Peru é o quarto país mais povoado da América do Sul, representando a sua população urbana mais de 70% do total.

As maiores cidades encontram-se na zona costeira, com particular destaque para Lima, capital do Peru, com uma população que excede as 7.5 milhões de pessoas.

Nação multiétnica, os grupos ameríndio e mestiço representam cerca de 82% da população, a par dos brancos (15%), japoneses, chineses e outros.

O castelhano, língua oficial e falado pela maior parte da população do país, coexiste com as línguas nativas, em particular o quechua, também idioma oficial.

Fruto das sucessivas vagas de ocupação histórica, o Peru contempla um vastíssimo acervo de tradições culturais no campo das artes, literatura, música e gastronomia, esta uma das mais variadas e originais do mundo.

O Peru inscreve nada menos que onze locais classificados pela UNESCO como Património da Humanidade, de que se destacam o centro histórico de Lima, a cidade de Cuzco e o santuário histórico de Machu Pichu, eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

A Economia do Peru

A economia peruana reflecte a imensa variedade geográfica do país.

Até meados do século XX, a agricultura representava a principal actividade económica deste país andino, assistindo-se ao declínio da sua importância relativa a partir dessa altura.

Apesar da escassez de terra arável, como factor limitativo do crescimento do produto agrícola, os vales irrigados da costa norte peruana constituem as áreas agrícolas mais produtivas.

As principais culturas incluem o café (6º produtor mundial), os espargos e as alcachofras (1º produtor mundial), algodão, cana-de-açúcar, frutas e horto-frutícolas, importando o país uma boa parte dos cereais e produtos lácteos para consumo interno.

O Peru é dotado de abundantes recursos pesqueiros.

O desenvolvimento da actividade pesqueira, a partir dos anos 50 e 60, conferiu a este sector relevante importância na economia peruana, fazendo do país o primeiro produtor mundial de farinha de peixe.

No sector primário, os recursos minerais constituem a maior riqueza do país.

O Peru é o 1º produtor mundial de prata, 5º produtor mundial de ouro e um importante produtor de cobre, zinco, chumbo, ferro, sendo ainda o 2º país do mundo com maiores reservas de fosfatos; é ainda um importante produtor de petróleo e gás natural.

As exportações minerais representam mais de 50% das entradas de divisas provenientes da exportação e cerca de 15% do investimento directo estrangeiro.

O Peru apresenta um enorme potencial hidroeléctrico, que responde por cerca de 75% da energia eléctrica produzida.

O sector industrial peruano desenvolveu-se fundamentalmente a partir do final da Segunda Guerra Mundial, representando hoje cerca de 21% do produto interno, num contexto de progressiva diversificação da sua base industrial.

Os produtos minerais e refinados, cimentos, fertilizantes e produtos químicos, bem como o aço e a fabricação de produtos metálicos, indústria agro-alimentar e de processamento de produtos da pesca, têxtil e vestuário, pontuam no sector industrial, fortemente radicado na área metropolitana de Lima.

O comércio foi desde sempre um decisivo motor da economia peruana.

A dependência histórica do país da compra ao exterior de produtos manufacturados conduziu à subsidiação de indústrias substitutivas das importações, conservando o Peru o seu estatuto de importador de produtos alimentares, bens de consumo, maquinaria e equipamento de transporte.

A sua vocação exportadora tem sido fortemente propulsionada pelos sectores mineral, gás natural e petróleo, de que é hoje um exportador líquido, bem como pela exportação de alguns produtos agrícolas de referência e de farinha de peixe, de que é o primeiro produtor e exportador mundial.

O sector dos transportes e das telecomunicações encontra na complexa geografia do país os seus principais constrangimentos.

O transporte fluvial, particularmente importante na bacia amazónica, é dificultado pela vastidão das distâncias a percorrer e pela escassa densidade populacional da selva peruana.

A infra-estrutura rodoviária desenvolve-se sobretudo ao longo da costa do país; a auto-estrada Pan Americana, a Trans Andina e a auto-estrada Central figuram entre as principais rodovias peruanas.

A infra-estrutura ferroviária encontra-se bem desenvolvida, desempenhando um papel particularmente importante no escoamento dos produtos minerais e no apoio à infra-estrutura portuária, servindo alguns dos inúmeros portos nacionais.

A economia peruana regista um dos melhores desempenhos entre as economias da América latina.

Entre 2002 e 2006 averbou uma taxa média de crescimento de 4%; nos anos de 2007 e 2008 cresceu uns assinaláveis 8.9% e 9.8%, respectivamente, fruto da alta de preços nos mercados mundiais dos minerais e metais exportados e de uma estratégia liberalizadora das trocas comerciais.

Os efeitos do crescimento no rendimento e no emprego permitiram reduzir a taxa de pobreza em 15% desde 2002.

Apesar de manter taxas de inflação (5.8% em 2008) e de desemprego (8.1% em 2008) relativamente elevadas, a primeira em boa medida resultante do aumento da procura interna, o Peru fez, nos últimos anos, progressos importantes na redução da dívida e no equilíbrio das contas públicas, associadas à estabilização das taxas de câmbio e à maior eficiência da sua política fiscal.

Neste contexto, e a despeito da recente crise económica e financeira internacional, o Peru desfruta de uma situação bastante confortável, alicerçada na solidez do seu sistema financeiro, na situação superavitária das suas transacções com o exterior e no bem sucedido esforço de captação de investimento estrangeiro, fruto de um ambiente favorável aos negócios que permite situar o país no topo superior do ranking de competitividade económica à escala mundial.

Perante o cenário de incerteza que caracteriza a actual situação económica internacional, com o decréscimo da procura global, deterioração dos preços das matérias-primas, aumento dos riscos e dos custos de financiamento, tem-se assistido a um abrandamento da actividade económica.

O crescimento económico, o desenvolvimento social e a modernização das instituições constituem pilares e desafios fundamentais do Peru nos anos vindouros.

A consolidação das reformas fiscais e do seu sistema financeiro, os progressos, quer no plano legal e regulatório, quer nos domínios comercial e logístico, a par de uma maior consciencialização do sector público na preservação dos valores ambientais, constituirão factores chave da sustentabilidade do modelo de crescimento peruano.

O combate à pobreza através da provisão das necessidades básicas à generalidade da população e a qualificação dos sistemas educativo e de saúde,  figuram entre as prioridades fundamentais do processo de desenvolvimento social peruano.

Por último, no capítulo da modernização das instituições do Estado, a melhoria do processo orçamental e da qualidade da despesa pública, a generalização do acesso à justiça e a maior celeridade processual e o aprofundamento do processo de descentralização política e administrativa, constituirão factores de contexto decisivos do processo de crescimento sustentável e de desenvolvimento social da economia e da sociedade peruanas.

Oportunidades de investimento

No contexto dos países da América Latina, o Peru encontra-se especialmente bem posicionado na geração de oportunidades de investimento.

A preservação dos equilíbrios macroeconómicos fundamentais, a sua trajectória de crescimento sustentado, o dinamismo do sector exportador e do mercado de capitais, um quadro legal adequado à captação de investimento estrangeiro, a facilidade de acesso aos mercados e a blocos comerciais regionais e o menor risco relativo do país face aos seus congéneres latino-americanos, traduzem um ambiente favorável ao investimento em múltiplos sectores da actividade económica.

O sector mineiro reveste-se de importância fundamental para a economia peruana, representando, com o petróleo e seus derivados, cerca de 70% das exportações peruanas.

A actividade mineira, por seu turno, obriga a fortes investimentos em construção, como sejam caminhos de acesso, construção civil e montagem de estruturas metálicas.

Num país onde operam todas as grandes multinacionais do sector, os investimentos programados ascendem a cerca de 25 mil milhões de USD, destacando-se ainda os minerais não metálicos pelo seu potencial ainda por explorar.

A produção e exportação de gás natural e o desenvolvimento da indústria petroquímica, com investimentos previstos de 6 mil milhões de USD, constituem interessantes oportunidades na fileira energética.

A enorme riqueza hidrobiológica do mar peruano e o desenvolvimento acelerado da aquacultura deixam antever fortes possibilidades de crescimento deste sector, não se encontrando ainda plenamente exploradas muitas das espécies piscícolas existentes.

Segundo maior país da América latina em extensão das suas florestas naturais, com 53.5 milhões de hectares de potencial florestal, o Peru tem pela frente uma ampla margem de expansão da sua indústria da madeira.

O sector agro-alimentar e têxtil oferecem também promissoras perspectivas.

O Peru é, por excelência, um destino turístico de eleição, em particular nas áreas do turismo cultural e da natureza, estando em curso, ou previstos, um conjunto de megaprojectos neste segmento.

O sector da construção tem vindo a conhecer um crescimento superior ao do PIB, assistindo-se ao aumento sustentado do crédito hipotecário.

Com um défice habitacional de cerca de 1.2 milhões de fogos e a expansão do segmento não residencial no interior do país, este sector representa, nos próximos anos, uma inequívoca oportunidade de investimento para o sector privado.

No capítulo infra-estrutural, existe um conjunto muito vasto de oportunidades nos seus diversos segmentos, prevendo-se investimentos na ordem dos 6 a 7 mil milhões de USD para os próximos anos e que correspondem a mais de 5% do PIB.

Na área dos transportes terrestres destacam-se os projectos rodoviários "Red Vial nº 4" e "Eje Amazonas Centro", e o "Proyecto Tren Eléctrico" servindo a cidade de Lima.

No sector portuário, avultam o desenvolvimento e promoção de projectos de modernização, reabilitação e reequipamento de um conjunto de terminais portuários marítimos (Paita, Salaverry, Chimbote, San Martín e Ilo) e a concepção, construção, financiamento e operação de diversos terminais fluviais (Iquitos, Pucallpa e Yurimaguas).

No domínio aeroportuário, a transferência para o sector privado em regime de concessão de um conjunto de aeroportos regionais traduz ainda uma interessante oportunidade de penetração no mercado peruano.

Os sectores da água, energia e telecomunicações figuram ainda entre os sectores onde pontuam atractivas oportunidades de investir.

O Grupo Mota-Engil e o mercado peruano

O Grupo Mota-Engil está presente no Peru há cerca de 10 anos através da sua participada Translei.

A Translei é uma das principais construtoras peruanas, estando especialmente vocacionada para a construção de estradas e obras de movimentação de terras, apoiando o desenvolvimento da infra-estrutura mineira.

Ao longo dos anos, a Translei tem sido um aliado estratégico de grandes empresas mineiras, de que se destacam, entre outras, a Freeport Mac-Moran, BHP Billiton, Xstrata, Newmont, Grupo Méjico, Votorantim e Hochschild.

A Translei tem executado trabalhos de movimentação de terras, caminhos de acesso, estradas, plataformas, obras em betão, canais, pontes, edificações, entre outras estruturas. A empresa tem como características marcantes a capacidade logística e operacional e a aptidão para trabalhar em locais remotos e de acesso difícil, o que tem conduzido a uma constante inovação nos processos construtivos e na utilização das suas equipas de trabalho, de modo a minimizar os custos de operação.

A constante melhoria dos seus sistemas de gestão conduziu à certificação do seu sistema de qualidade de acordo com a norma ISO 9001.

A Translei tem ainda procurado manter uma relação de harmonia e respeito pelas tradições, costumes e modos de vida das populações rurais, promovendo ainda a contratação de trabalhadores locais na busca de soluções que visam o desenvolvimento sustentável das comunidades onde está inserida.

Um dos projectos mais emblemáticos da Translei nos últimos anos foi desenvolvido na exploração mineira de Antamina, consistindo na manutenção periódica de 120 kms de estrada com recurso à tecnologia de reciclagem com betume espumado.

Executados em tempo recorde, estes trabalhos foram os primeiros do género efectuados em solo peruano a uma altitude superior a 4.500 metros, projecto que contou com a colaboração da Probisa, hoje Mota-Engil Pavimentações.

O emprego desta tecnologia suscitou o interesse do Ministério dos Transportes do Peru, promovendo-a em novos concursos de manutenção de estradas como alternativa aos processos tradicionais.

A Translei é adjudicatária, por parte das autoridades peruanas, de um programa de manutenção de estradas com recurso a esta tecnologia por um período de 5 anos.

Recentemente, foi adjudicada à Mota-Engil, através da Translei e da Tertir, a concessão do Porto de Paita.

A concessão do Porto de Paita, segundo maior porto do país, vigorará por 30 anos, envolvendo investimentos na ordem dos 200 milhões de USD.

A Mota-Engil marca assim uma presença forte no mercado peruano, apostando na consolidação do seu principal segmento de actividade, sem perder de vista a diversificação dos seus negócios num mercado em forte expansão.

Curiosidades - Peru

Organização política e administrativa

Democracia multipartidária presidencialista

Constituição de 29 de Dezembro de 1993

Dia da Independência - 28 de Julho de 1821

Feriado Nacional - 28 de Julho (Dia da Independência)

25 Regiões, 195 Províncias e 1834 Distritos

Geografia, Clima e Ambiente

Localização - Oeste da América do Sul

Capital - Lima

Área - 1.285.215 km²

Clima - Tropical (Este), Seco e desértico (Oeste), Temperado a Frio (Andes)

Recursos naturais - ouro, prata, cobre, zinco, ferro, carvão, fosfatos, potassa, petróleo, gás natural, energia hidroeléctrica, madeira e recursos piscícolas

O Peru é o 1º produtor mundial de prata, 4º produtor mundial de cobre e 5º produtor mundial de ouro

Devido à sua riqueza, abundância relativa e diferenciação dos seus ecossistemas, o Peru é um dos 12 países do mundo considerados megadiversos.

Conta com 11 locais classificados pela UNESCO como Património da Humanidade.

Demografia

População - 28.5 milhões de habitantes

Língua oficial - Castelhano e Quechua (oficiais), Aymara e outras línguas

Economia

PIB - 247,9 mil milhões de dólares (PPP)    

População activa - 10,2 milhões

Taxa de inflação - 5,8%

Exportações - 31,53 mil milhões de dólares

Principais exportações - Cobre, ouro, petróleo e derivados, café, batatas, espargos, têxteis e farinha de peixe

Importações - 28,44 mil milhões de dólares

Principais importações - Petróleo e derivados, plásticos, maquinaria, veículos, ferro e aço, trigo, papel

Principais parceiros comerciais

Exportações - Estados Unidos 20%, China 15,2%, Canadá 8,3%, Japão 7%, Chile 5,8%, Brasil 4,2%

Importações - Estados Unidos 23,7%, China 10,6%, Brasil 7,5%, Equador 6,5%, Chile 5,1%, Argentina 5%, México 4,5%

Peruanos célebres

Santiago Antúnez de Mayolo (engenheiro, físico, matemático)

Mario Vagas Llosa (escritor)

Pedro Paulet (cientista)

Hernando de Soto (economista)

Victor Raúl Haya de la Torre (político)

José Carlos Mariátegui (político e ensaista)

Ricardo Palma (escritor e jornalista)

Luís Alberto Sánchez (escritor e político)

César Vallejo (poeta)

Felipe Pinglo (compositor)

Fernando de Szyszlo (pintor)

Javier Pérez de Cuéllar (diplomata)

Miguel Grau (herói nacional)

Túpac Amaru II (percursor da independência peruana)

Luis Jaime Cisneros (linguista e académico)


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