O Grupo Mota-Engil atingiu nos primeiros nove meses de 2009, e também do Plano Ambição 2013, um resultado líquido atribuível ao Grupo de 67,9 milhões de euros. Se expurgássemos o efeito dos resultados da Martifer neste período, o resultado líquido atribuível ao Grupo seria de 25,1 milhões de euros, valor superior ao montante apresentado em idêntico período do ano anterior (21,5 milhões). O volume de negócios nestes primeiros nove meses cresceu 15% relativamente a idêntico período de 2008, tendo atingido cerca de 1.568 milhões de euros. Esta evolução foi possível devido, essencialmente, aos crescimentos verificados nas áreas de Engenharia e Construção e de Ambiente e Serviços. A manutenção da margem EBITDA na área de Engenharia e Construção nos primeiros nove meses de 2009 face ao mesmo período em 2008 (8%), aliada ao crescimento do volume de negócios neste segmento, possibilitou a obtenção de uma boa performance a nível do EBITDA consolidado (221 milhões de euros em 2009, comparado com 208 milhões de euros em 2008), mesmo com performances nos restantes segmentos ainda afectadas pela conjuntura macro-económica internacional e nacional.
Engenharia e Construção
Nos primeiros nove meses do ano, o volume de negócios da área de Engenharia e Construção atingiu os 1.244 milhões de euros (2008: 1.062 milhões de euros), traduzindo-se num crescimento de 17%. Este crescimento foi obtido, essencialmente, pela performance positiva verificada nos segmentos de Portugal e Angola, no seguimento do que já tinha ocorrido no 1º semestre do ano. A manutenção da margem EBITDA face a 2008, aliada ao crescimento do volume de negócios neste segmento, possibilitou a obtenção de uma boa performance a nível do EBITDA (98 milhões de euros em 2009, comparado com 82 milhões de euros em 2008) e, consequentemente, um aumento do Resultado Líquido (29,9 milhões de euros em 2009, face a 23 milhões de euros em 2008).
Ambiente e Serviços
A actividade da área de negócios Ambiente e Serviços cresceu cerca de 11%. O volume de negócios nos primeiros nove meses de 2009 ascendeu a 237 milhões de euros (2008: 214 milhões de euros). Com excepção dos segmentos da Logística, o qual continua a representar a maior fatia da actividade da área de negócio, e dos Resíduos, todos os segmentos cresceram no seu volume de negócios em relação ao ano passado. O EBITDA atingiu cerca de 45 milhões de euros (2008: 50 milhões de euros), correspondente a uma margem EBITDA de 19% (2008: 24%). Embora se tenha assistido a um crescimento ao nível do volume de negócios neste segmento, o decréscimo da margem EBITDA face a 2008 não possibilitou a obtenção de uma boa performance a nível do Resultado Líquido (3,2 milhões de euros em 2009, face a 6,6 milhões de euros em 2008).
Concessões de transportes
Nos primeiros nove meses de 2009, o volume de negócios da área de Concessões de transportes ascendeu a 88 milhões de euros, apresentando um acréscimo quando comparado com idêntico período do ano passado (+5%). O EBITDA atingiu cerca de 79,9 milhões de euros, correspondente a uma margem EBITDA de 91% (2008: 90%). Com excepção da concessão Beiras Litoral e Alta, todas as concessões apresentaram crescimento no tráfego e volume de negócios face ao período homólogo.
Performance Bolsista
Os mercados financeiros começaram a dar sinais de retoma no 2º trimestre de 2009, invertendo a tendência de queda decorrente da crise generalizada nos mercados financeiros, que teve início no 3º trimestre de 2008. A performance do título Mota-Engil continuou a superar a dos principais índices de mercado. O volume de acções transaccionadas no 3º trimestre de 2009 foi significativamente inferior aos volumes dos trimestres anteriores de 2009 e 2008.