
A estação S. Sebastião II acolheu a cerimónia de inauguração do prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa (ML), a 29 de Agosto. Com 2,2 km e duas novas estações (Saldanha II e S. Sebastião II), o prolongamento Alameda/Saldanha/S. Sebastião permite a interligação entre as Linhas Verde, Amarela e Azul, através de uma conexão transversal que vai servir 32 milhões de passageiros por ano. A empreitada teve a duração de cinco anos.
Para além de permitir uma melhor redistribuição de passageiros na rede do ML, facilitando as viagens que envolvam a utilização de mais do que uma linha, o novo troço proporciona uma ligação directa da Linha Gil (Oriente/S. Sebastião). Neste sentido, o projecto constitui-se como um interface multimodal de ligação entre o sistema de transportes da área metropolitana de Lisboa, os transportes nacionais e as ligações transeuropeias.
O empreendimento vai possibilitar uma redução de 16 mil t de emissões de CO2 por ano, uma poupança de 690 mil euros em consumo de energia, 411 mil euros em redução da poluição atmosférica e sete milhões de euros em novos tempos de percurso. Será também uma operação de excelência no que respeita à segurança de pessoas e bens, reflectida na existência de 174 câmaras de videovigilância nestas duas estações.
A intervenção plástica na estação Saldanha II evoca as obras literárias (manifestos, poemas, romances e teatro) e plásticas (desenhos e pinturas de grande dimensão) de Almada Negreiros, tendo ficado a cargo do seu filho, o Arqt.º José Almada Negreiros. A envolvente estética da estação S. Sebastião II, projectada pela artista Maria Keil, é inspirada nos azulejos tradicionais.