Número 36 . Novembro 2010
Norma Zeppelli
Uma embaixadora do Peru no Grupo Mota-Engil

Norma Zeppilli é licenciada em Engenharia Civil pela Universidade Católica do Peru e Mestre em Direcção de Empresas de Construção e Imobiliárias pela Universidade Politécnica de Madrid. Especializações em Finanças e em Negócios Internacionais pela Escola Superior de Administração de Negócios do Peru (ESAN) fazem ainda parte do seu Curriculum. Norma Zeppilli integra os quadros da Translei S.A., uma empresa de construção do Grupo Mota-Engil especializada em obras de terraplenagem e obras civis em geral que mantém uma das maiores frotas de equipamento de construção pesada no Peru.

Que funções desempenha na empresa e em que área?
Desempenho o cargo de Gerente Comercial e sou responsável pela obtenção de novos contratos para a empresa que permitam cumprir os objectivos de vendas estabelecidos. As minhas funções incluem identificar potenciais clientes e projectos adequados à empresa. Nesta avaliação e análise procuramos alianças com outras empresas do Grupo, ou outras empresas peruanas ou estrangeiras, que nos permitam um melhor posicionamento face à concorrência.

Como e quando se deu a sua integração no Grupo Mota-Engil?
Integrei o Grupo Mota-Engil em Setembro de 2007, após ter participado num processo de selecção para o cargo de gerente comercial encomendado pela Translei a uma empresa de head-hunting. Após vários meses de avaliações e entrevistas, fui seleccionada para o cargo. Nessa altura, eu trabalhava como gerente comercial noutra importante empresa de construção no Peru, mas tomei a decisão de integrar o Grupo quando conheci mais de perto a sua trajectória.

O que significa para si estar integrada numa estrutura com a dimensão do Grupo Mota-Engil (vantagens e desafios)?
Fascina-me a ideia de pensar que é possível aplicar toda a experiência do Grupo Mota-Engil no Peru. Há muitas obras a fazer no meu país, obras que o Grupo já fez noutras partes do globo, pelo que é muito positivo que toda essa experiência seja agora aqui aproveitada. O nosso desafio é identificar projectos interessantes para o Grupo que possam contribuir para o "Plan Ambición al 2013" através de uma participação mais activa das empresas do Grupo no Peru. Isto propiciar-nos-á um crescimento do mercado actual no Peru e permitir-nos-á actuar como uma plataforma para o desenvolvimento de mercados noutros países desta região do continente.

Fale-nos um pouco do seu trajecto profissional antes de integrar o Grupo...
Desde de me formar na universidade, há já quase 30 anos, o meu trabalho esteve sempre relacionado com o mundo da construção no Peru. Trabalhei para importantes empresas de construção, nas quais tentei dar resposta a desafios, tendo, nalguns casos, tido a sorte de poder concretizá-los. Ocupei o cargo de engenheira responsável pelos orçamentos, depois trabalhei como engenheira de controlo de custos e, posteriormente, fui ocupando cargos de maior responsabilidade, nomeadamente o de engenheira civil directora de obra e o de responsável pelo plano zonal de obra até ocupar o cargo de gerente comercial. Durante todo este tempo, quis manter-me sempre actualizada, tendo participado em cursos de reciclagem, pós-graduações e, por fim, um Mestrado, para me pôr ao corrente das novas tendências do sector.

No seu percurso no Grupo, identifique um projecto, desafio, ou contexto em que tenha gostado particularmente de estar envolvida.
O maior desafio que tive de enfrentar desde que integrei a Translei estava relacionado com a obtenção da concessão do porto de Paita por um período de 30 anos. Trata-se do segundo maior porto do Peru, depois do porto de Callao.
Este projecto implicou muitos meses de estudo e avaliações por parte da Translei e da Tertir, outra empresa do Grupo especializada em operações portuárias. Procedemos, em conjunto, a uma série de avaliações e estudos que culminaram na decisão de o Grupo apresentar uma proposta para que as obras do porto nos fossem adjudicadas, objectivo que foi recentemente concretizado. Esta adjudicação constitui um marco importante para a Translei, para a Tertir e para o Grupo Mota-Engil, na medida em que é o primeiro porto concessionado do Grupo fora de Portugal.

O que mais gosta de fazer quando não está a trabalhar?
Gosto de estar com a minha família e de praticar desporto, mas também gosto de participar em actividades colectivas e comunitárias.
Fui nomeada recentemente, para o período 2009-2011, para o cargo de Presidente do Comité de Infra-estruturas da Câmara Peruana da Construção (Capeco), no qual estão representadas as principais empresas de construção dedicadas às infra-estruturas públicas a operar actualmente no Peru. Este comité prossegue a promoção do desenvolvimento dos principais projectos que visam reduzir o fosso a nível de infra-estruturas no Peru e está em permanente coordenação com as autoridades governamentais, zelando por que as condições de contratação das obras públicas sejam as adequadas.

Indique um livro e um filme que a tenham marcado e partilhe connosco as razões para as suas escolhas...
Adorei ler o livro "O Monge que Vendeu o seu Ferrari (Uma Fábula Espiritual)", de Robin Sharma. É uma leitura muito adequada para as mulheres com carreira e leva-nos a reflectir sobre temas relacionados com o trabalho e com a vida familiar e pessoal.
Já não sou tão amante de cinema e, quando vou ver um filme, faço-o para descontrair. É por isso que sempre adorei "Música no Coração", que vi em criança e que voltei a ver depois disso várias vezes. É um musical que decorre durante a Segunda Guerra Mundial e que narra uma linda história de amor.

Se tivesse oportunidade de viajar no tempo para conhecer qualquer pessoa, quem escolheria (e porquê)?
Escolheria o Papa João Paulo II. Gostaria de poder sentir de perto a sua bondade, alegria e bom humor e de poder colocar-lhe muitas perguntas, porque foi uma pessoa que me inspirava muita confiança.


De uma forma geral, que características mais aprecia nas pessoas?
Considero a sinceridade e a tenacidade características importantes nas pessoas.

Indique uma característica que considere comum à Mota-Engil como Grupo e a si como pessoa, e que considere determinante para continuarmos a construir o futuro.
O Grupo Mota-Engil tem um plano de crescimento para o próximo quinquénio e eu, pessoalmente, gostaria que a continuação do meu crescimento profissional acompanhasse o crescimento da Translei e de todo o Grupo, de modo a construirmos o futuro que todos almejamos.

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