O conceito de sustentabilidade e o tema do desenvolvimento sustentável têm vindo a ganhar importância crescente à escala global, representando hoje uma preocupação e um desafio para toda a comunidade nacional e internacional.
A pressão crescente do homem sobre o meio ambiente e os recursos naturais têm vindo a agravar tendências que se revelam insustentáveis.
As alterações climáticas, em particular o fenómeno do aquecimento global, a maior frequência de episódios meteorológicos extremos, a vulnerabilidade acrescida a riscos e catástrofes naturais, a par da contaminação do ar e dos solos, desertificação, desflorestação de zonas sensíveis do planeta, destruição de ecossistemas, declínio da biodiversidade, para além das questões ligadas ao acesso à água, gestão dos resíduos, produção e consumo de energia, são exemplos e sinais ilustrativos dos riscos com que a humanidade se defronta nos primeiros anos deste novo século.
Emerge por isso a necessidade imperiosa de romper a correlação entre o crescimento económico e a utilização insustentável dos bens e recursos naturais, num cenário de crise à escala internacional em que o crescimento económico se mostra comprometido, permanecendo todavia como factor indispensável ao aumento do bem-estar e da qualidade de vida de toda a comunidade humana.
Além das tensões e conflitos que vão persistindo no plano geo-político e no domínio das relações internacionais, uma parte significativa da humanidade vê-se ainda privada do acesso a bens e direitos fundamentais, cuja salvaguarda é consensualmente aceite por toda a comunidade internacional, inscrevendo-se a sua prossecução nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) solenemente proclamados no ano 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Pelo seu papel na criação de riqueza e geração de emprego, pelo vasto conjunto de interacções que estabelecem com a comunidade envolvente, para além dos impactos das suas actividades no meio físico onde operam, as empresas constituem um veículo e um aliado fundamentais da sustentabilidade na sua tripla dimensão económica, social e ambiental.
No quadro das suas linhas de desenvolvimento estratégico consubstanciadas no seu plano estratégico “Ambição 2013”, o Grupo Mota-Engil estabelece um compromisso firme com uma gestão ética, social e ambientalmente responsável.
Este compromisso materializa-se através da política e do Programa de Responsabilidade Social do Grupo, procurando assim integrar os valores e princípios da sustentabilidade nos sistemas de gestão, operações e actividades, práticas e atitudes empresariais.
Programa de Responsabilidade Social do Grupo Mota-Engil
O Programa de Responsabilidade Social visa corporizar e dar expressão organizada à política de responsabilidade social do Grupo face aos princípios da sustentabilidade.
No plano orgânico, a execução do Programa está cometida à Direcção de Responsabilidade Social, Corporativa e Sustentabilidade na dependência da Comissão Executiva do Grupo, sendo aquela coadjuvada pelo Conselho Coordenador para a Sustentabilidade (CCS), órgão interno de carácter permanente responsável pelo acompanhamento da sua estratégia de sustentabilidade e política de responsabilidade social.
O Programa encontra-se estruturado através da adopção de um conjunto de Objectivos Gerais em que se materializa a sua concretização.
• Criação de valor
• Eco-eficiência e Inovação
• Protecção do meio ambiente
• Ética empresarial
• Diálogo com as partes interessadas
• Gestão do capital humano
• Apoio ao desenvolvimento social, educativo, cultural e ambiental
Responsabilidade Social em acção
O Grupo tem vindo a desenvolver um leque de iniciativas e a adoptar um conjunto de compromissos institucionais, concretizando assim os Objectivos inscritos na sua Política e Programa de Responsabilidade Social.
Tem sido preocupação do Grupo, em matéria de acção mecenática, empreender uma linha consistente de actuação que conhecerá maiores aprofundamentos no ano 2009 e seguintes.
O Grupo tem vindo a assim a direccionar progressivamente os seus apoios, mobilizando-se em torno de grandes causas no domínio da solidariedade social, em particular no domínio da deficiência, associando-se ainda a iniciativas voltadas para o universo dos seus colaboradores, que permitam no plano interno estimular a valorização do seu capital humano.
Nas páginas da Sinergia, neste número e em futuras edições, iremos dando conta dos apoios, projectos e iniciativas mais relevantes a que o Grupo se