Número 36 . Novembro 2010
Mota-Engil Engenharia apoia Euroskills | Lisboa 2010

Na qualidade de maior empresa nacional de construção civil e obras públicas - para a qual a formação e valorização dos Recursos Humanos é uma prioridade - a Mota-Engil Engenharia  marca presença obrigatória no Euroskills - Campeonato Europeu das Profissões, realizado pela primeira vez em Portugal, na FIL. A empresa patrocina duas das principais provas na categoria de Construção e Edifícios: Road Builder e Building Construction.

O apoio da Mota-Engil Engenharia nesta iniciativa consiste no provisionamento de materiais como, por exemplo, cimento, tijolo burro, madeira em barrote de pinho nórdico, azulejo, mosaico cimento cola, tout-venant, geotêxtil, andaime, asfalto frio, basalto e calcário (para calçada portuguesa). A empresa vai ceder também equipamento de compactação.

A construtora dará ainda apoio através da presença de colaboradores no Road Building, que consiste na competição da profissão de calceteiro; o desafio é a construção de pavimento em calçada portuguesa, asfalto frio e tout-venant compactado. Esta prova pertence ao grupo das Team Competitions. Nela participam quatro equipas, sendo o agrupamento nacional constituído por um elemento da Mota-Engil Pavimentações e outro da Câmara Municipal de Lisboa.

Por seu lado, o Building Construction tem como meta a construção de 10 mini-habitações em tijolo burro, com revestimento interior em cerâmico e cobertura em estrutura de madeira. Nesta competição, que pertence às Multi Trade Team Competitions (onde várias profissões concorrem em equipa para um final comum), estão envolvidas 10 equipas nas profissões de Funilador, Trolha, Ladrilhador, Carpinteiro de Toscos e Encarregado de Obra. É através do Shopmaster desta prova que a Mota-Engil Engenharia está representada.

Ambos os desafios têm de ser executados nas 18 horas estipuladas no regulamento, distribuídas pelos três dias da competição.

A envolvência da Mota-Engil Engenharia no Euroskills prende-se com a importância que dá ao tipo de profissões supra-referidas, cada vez menos valorizadas na sociedade actual. O crescente número de licenciados que se tem verificado nos últimos 30 anos, não só em Portugal mas também no resto da Europa, tem contribuído fortemente para este panorama de desequilíbrio profissional.

A Importância do Ensino Técnico-profissional

Segundo o relatório de 2010 "Education at a Glance", no conjunto dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), embora a procura de uma melhor educação tenha apresentado "pequenos sinais de abrandamento", continua a existir um aumento significativo de pessoas com um curso superior. Esta realidade é muito positiva porque reflecte o anseio dos jovens por um futuro melhor e salários mais elevados. Contudo, a taxa de empregabilidade destes jovens não tem acompanhado o aumento das suas qualificações.

Até há alguns anos, eram as empresas que aliciavam os jovens finalistas nas faculdades para as suas empresas. Actualmente, as companhias com elevado impacto económico no país, como a Mota-Engil Engenharia e o Grupo em que esta está integrada, além de receberem inúmeros currículos por dia, continuam a promover sessões de divulgação das suas ofertas de trabalho nas universidades.

No entanto, a quantidade de alunos inscritos nos seus programas de estágio é muito superior às vagas existentes, faltando, no entanto, quadros intermédios especializados nas respectivas obras e estaleiros. É, por isso, imperativo combater este problema nacional e europeu. Neste sentido, a Mota-Engil Engenharia defende que o ensino técnico-profissional é uma mais-valia para o equilíbrio profissional do país, merecendo o empenho não só de cada indivíduo, como também do Estado, Empresas e Instituições de formação/educação.

Para a Mota-Engil Engenharia, todos os empregos são dignos e têm a devida relevância no quotidiano, havendo, por isso, necessidade de os reconhecer como tal. Com isto, a empresa não pretende dissuadir quem quer que seja a evitar formação superior; no entanto, parece importante alertar os estudantes para as alternativas existentes ao ensino universitário, que são igualmente compensatórias e que asseguram, de igual modo, um futuro com qualidade.

A designação "jovem qualificado" deverá compreender não só os detentores de cursos superiores, mas também todos aqueles que possuem formação técnico-profissional. A aposta neste tipo de educação permite aos estudantes completarem o ensino secundário enquanto aprendem uma profissão, em três anos. Os cursos técnico-profissionais desempenham um papel extremamente importante na nossa sociedade, pois vêm colmatar a grande lacuna existente no mercado nacional de quadros intermédios qualificados e especializados.

Na grande maioria dos casos, as oportunidades de emprego para estes jovens até poderão ser melhores e mais rendíveis do que as dos jovens recém-licenciados. O benefício na taxa de desemprego será relevante, uma vez que o retorno da formação técnico-profissional terá grandes hipóteses de ser mais imediato.

Os Centros de Formação Profissional da Mota-Engil Engenharia

Assumindo o seu papel social activo, a Mota-Engil Engenharia aposta na formação contínua dos seus colaboradores nacionais e internacionais, sendo este um critério para a qualidade de mão-de-obra que a empresa faz questão de apresentar aos clientes e ao mundo. Neste âmbito, o Grupo Mota-Engil conta com Centros de Formação Profissional como os do Porto e Angola, estando já em curso a construção de um centro homólogo no Malawi.

O primeiro está credenciado pelo IEFP como Entidade Formadora do Sistema de Aprendizagem e tem como missão formar profissionais especializados, concebendo soluções adequadas nas várias áreas de actividade do Grupo, mas principalmente no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Contribuir para a qualificação de jovens desempregados ou à procura de primeiro emprego, desenvolvendo acções de formação no âmbito do sistema de aprendizagem é um dos muitos objectivos estratégicos desta entidade.

O Centro de Formação de Angola é muito recente, mas desde logo foi certificado pelas respectivas autoridades. Esta instituição desempenha um papel determinante no desenvolvimento de competências técnicas e profissionais dos recursos humanos no país. Localizado em Luanda, está direccionado para jovens externos ao Grupo que pretendam adquirir as competências necessárias para desenvolver uma profissão devidamente certificada. Este Centro serve ainda para garantir a aquisição de novas competências aos actuais colaboradores do Grupo Mota-Engil.

Entretanto, em Portugal, as instalações da empresa em Linda-a-Velha contam, para além de uma sala específica, com uma sala polivalente, onde se realizam várias incitativas, como workshops, etc. O estaleiro do Porto Alto contempla igualmente salas de formação.

Todas as iniciativas no âmbito de aquisição de conhecimento, nacionais e internacionais (já que o Grupo está presente em 19 países) contam com o apoio dos Recursos Humanos do Grupo, uma área cada vez mais crucial para o sucesso de qualquer entidade, neste caso o Grupo Mota-Engil, apologista de que Saber é Poder!

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