Número 29 . Fevereiro 2009
João Manuel Ventura
A importância de superar os obstáculos

João Manuel da Silva Ventura tem 28 anos e é Licenciado em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Actualmente, João Ventura desempenha funções na Mota-Engil Engenharia e Construção - Sucursal de Moçambique. Esta delegação da Mota-Engil representa a construtora do Grupo em território Moçambicano, nomeadamente em projectos de interesse público, há quase 20 anos.

Que funções desempenha na empresa e em que área?

Neste momento, encontro-me em Moçambique a colaborar no planeamento, controlo económico e acompanhamento da produção do projecto de Reabilitação e Ampliação da Estação de Tratamento de Água do Umbeluzi, em Maputo.

Como e quando se deu a sua integração no Grupo Mota-Engil ?

A minha actividade como colaborador da Mota-Engil teve início em 2004, logo após a conclusão da Licenciatura, como estagiário no sector de Planeamento e Controlo de Custos da Construção. Durante esse período de estágio tive oportunidade de trabalhar nos escritórios de Linda-a-Velha e de Rego Lameiro e também de constatar a diferente realidade de obras de várias especialidades. Pertenci ao grupo de estagiários que tiveram a oportunidade de experimentar pela primeira vez o "circuito de integração de jovens estagiários".

O que significa para si estar integrado numa estrutura com a dimensão do Grupo Mota-Engil (vantagens e desafios)?

Ser um elemento do Grupo Mota-Engil é, só por si, uma grande responsabilidade. Incute-nos uma obrigação de querer sempre mais e melhor e de lutar por alcançar o sucesso pessoal, que se vai reflectir no sucesso do Grupo.

Pertencer ao Grupo dá-nos a oportunidade de trabalhar directamente com os melhores profissionais da nossa área, fazendo parte de grandes projectos, o que, ao exigir o máximo de nós, nos permite crescer ainda mais.

Fale-nos um pouco do seu trajecto profissional antes de integrar o Grupo...

Como referi anteriormente, o meu percurso profissional iniciou-se basicamente na Mota-Engil após a conclusão da Licenciatura. Anteriormente, apenas tive alguns trabalhos temporários em períodos de férias da faculdade, para ajudar nas despesas...

No seu percurso no Grupo, identifique um projecto, desafio, ou contexto em que tenha gostado particularmente de estar envolvido.

Ao longo do meu percurso no Grupo, ainda que curto, não posso deixar de referir o meio em que me inseri. De facto, foi uma mais-valia entrar neste Grupo fazendo parte de uma equipa de trabalho fabulosa como aquela que me acolheu e acompanhou no Planeamento.

Posteriormente a essa fase, o facto de estar inserido num projecto como a construção da Ponte sobre o Rio Zambeze, em Moçambique (maior infra-estrutura construída em Moçambique após a independência), marcou-me definitivamente, tanto a nível profissional como pessoal. A vivência num meio completamente diferente, com realidades e necessidades diferentes, faz-nos olhar a vida com outros olhos. O que anteriormente considerávamos como certo, passa a ser uma necessidade, o que nos obriga a dar mais valor aos "pequenos" bens da vida. Foi, sem dúvida, uma experiência pessoal muito enriquecedora e que me ficará na memória eternamente.

O que mais gosta de fazer quando não está a trabalhar?

Tenho uma grande paixão por viajar e pela vivência ao ar livre e sempre que posso, nas minhas deslocações a Portugal, procuro reunir os amigos e partir para a aventura. Canyoning, rappel, slide, BTT, trilhos pedestres, são actividades constantes no meu plano de férias.

Fora do tempo de férias, a minha deslocação para Moçambique alterou o modo de ocupar os tempos livres, mas sempre que há possibilidade, fazemo-nos à "estrada" na descoberta deste imenso país que tem muito de belo e por explorar.

No dia-a-dia, sou um aficionado da 7ª arte e, sempre que posso, ponho mais uma "fita" a rolar no ecrã.

Indique um livro e um filme que o tenham marcado e partilhe connosco as razões para as suas escolhas...

O facto de estar em África condicionou um pouco as minhas escolhas, e neste momento o livro que me faz companhia é o "Terra Sonâmbula," de Mia Couto, por ser um livro de um conceituado escritor Moçambicano. Mas livros que retratam experiências e vivências reais como "África acima" de Gonçalo Cadilhe, têm mais a ver comigo.

No que diz respeito ao cinema, "Filadélfia" com Tom Hanks e Denzel Washington e uma banda sonora brilhante, foi um filme (entre outros) que me marcou. É um filme que conta com grandes interpretações de conceituados actores e que retrata a realidade bem actual das consequências da discriminação, preconceito e intolerância por parte da sociedade. Demonstra a capacidade de luta nos momentos mais adversos da vida.

Se tivesse oportunidade de viajar no tempo para conhecer qualquer pessoa, quem escolheria (e porquê)?

Viajar no tempo foi algo em que nunca pensei seriamente, mas penso que a acontecer, embora sem necessidade de conhecer alguém em especial, gostaria de contactar com a realidade dos séculos XV e XVI, épocas dos descobrimentos, aperceber-me da grandiosidade do nosso povo no que diz respeito à visão inovadora, ao querer ir mais além, à descoberta do desconhecido...

De uma forma geral, que características mais aprecia nas pessoas?

Tanto no dia-a-dia do trabalho como fora dele, penso que a honestidade e o respeito pelo próximo são essenciais na base de uma sociedade que se quer justa. Pelas notícias que invadem todos os dias os nossos jornais, apercebemo-nos de que nem sempre é fácil, mas cabe a cada um de nós dar o seu contributo...

Indique uma característica que considere comum à Mota-Engil como Grupo e a si como pessoa, e que considere determinante para continuarmos a construir o futuro.

Capacidade de acreditarmos em nós mesmos, no nosso valor e lutar mesmo quando são fortes os obstáculos...

Como diria Fernando Pessoa, "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

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