O grupo Mota-Engil registou um resultado líquido de 71,7 milhões de euros em 2009, excluindo interesses minoritários, duplicando os 30,6 milhões apurados um ano antes.
Expurgando os resultados da participada Martifer, o resultado líquido consolidado atribuível ao grupo atingiu em 2009, 31,3 milhões de euros, face a 27,8 milhões de euros em 2008.
O volume de negócios consolidado aumentou 14%, superando 2,1 mil milhões de euros, um desempenho que reflecte a aquisição (no final de 2008) do controlo da Indáqua.
O volume de negócios do Grupo distribui-se por Engenharia e Construção, com 1,7 mil milhões de euros, Ambiente e Serviços, como 333 milhões de euros e Concessões de transportes, com 117,5 milhões de euros, sendo que "o mix de volume de negócios manteve-se estável face a 2008, tendo naquele ano apresentado pesos relativos semelhantes".
O EBITDA é de 304 milhões de euros em 2009. As actividades de Engenharia e Construção contribuem para 44% do EBITDA, Ambiente e Construção contribuiu para 22% e Concessões de transportes para 34%.
A carteira de encomendas do grupo salda-se em 3,6 mil milhões de euros, com os "contratos ganhos no âmbito das concessões das concessões de estradas em Portugal, bem como na Eslováquia".
A Mota-Engil vai pagar um dividendo de 11 cêntimos por acção, valor igual ao do ano passado. No total a empresa pretende entregar aos accionistas 22,5 milhões de euros em dividendos, a que corresponde uma fatia de 31,3% dos resultados líquidos obtidos. À remuneração proposta corresponde uma rentabilidade, ou "dividend yield", de 3,27%.
No âmbito da proposta de aplicação de resultados líquidos, que nas contas individuais ascenderam a 56 milhões de euros, a Mota-Engil transfere para reservas legais 5% deste valor (2,8 milhões de euros) e para reservas livres 30 milhões de euros.
Perspectivas para 2010:
A Mota-Engil anunciou as suas perspectivas para a actividade do Grupo para este ano.
• Crescimento do Volume de Negócios Consolidado de um dígito;
• Área de Engenharia & Construção com crescimento superior a 5% no seu Volume de Negócios, com tendência de estabilização de margens;
• Crescimento do Volume de Negócios da área de Ambiente & Serviços inferior a 10%. Tendência para ligeira recuperação das margens;
• Área de Concessões de Transportes com evolução positiva nos níveis de tráfego e margens recorrentes estáveis;
• Carteira de encomendas acima de 3 mil milhões de euros, suportada na actividade internacional