A Torre Ocidente faz parte do projecto das Torres Colombo, que envolve a construção de duas torres gémeas, a Torre Oriente e a Torre Ocidente, no topo do Centro Comercial Colombo. Trata-se do mais exclusivo projecto de escritórios para arrendamento em Lisboa, com 14 pisos e áreas de cerca de 2000 m2 em cada um.
Ambas as estruturas estão a cargo da Mota-Engil Engenharia, responsável pela maior parte dos trabalhos de betão armado, em consórcio com a Martifer, incumbida da estrutura metálica. A Torre Ocidente recorre ao mesmo sistema construtivo que a Oriente, mas com significativas melhorias. O edifício desenvolve-se sob uma forma geométrica rectangular de 64x32 m, com o canto do lado sudeste em redondo e com um raio de 12 m, apresentando um núcleo central com sensivelmente 25x14 m de área em betão armado. A restante superfície será em estrutura metálica, com lajes mistas de chapa e lâmina de betão armado. Para realização do núcleo central em betão armado foi adoptado o sistema de cofragens deslizantes, que se revelou um tremendo sucesso.
Na elevação do núcleo central em deslize foram aplicados cerca de 2500 m3 de betão e cerca de 750 toneladas de aço. No total, o núcleo subiu perto de 50 m a partir da cobertura existente, começando no piso 2 e indo até ao piso 14. Estes resultados devem-se a um rigoroso trabalho de preparação, planeamento e análise de todos os condicionalismos existentes, bem como ao conhecimento adquirido com a construção da Torre Oriente e ao apoio e colaboração do departamento técnico.
De forma a garantir a ligação do núcleo de betão armado às lajes e vigas recorreu-se a diferentes soluções: foram utilizadas caixas com armaduras de espera (para assegurar a continuidade das armaduras para as lajes); as vigas em betão armado, existentes nas lajes maciças do interior do núcleo, foram executadas com recurso a um conjunto de varões e acopladores (para garantir a continuidade); e as vigas metálicas foram ligadas ao núcleo de betão armado através de chumbadouros.
O trabalho realizado em apenas 17 dias, quando a previsão inicial era de 25, é um resultado de sucesso, fruto do empenho e da dedicação de todos os envolvidos no projecto.
Sistema de Cofragens
Apesar de ser utilizado pela Mota-Engil Engenharia há dezenas de anos, o sistema de cofragens não é muito frequente em núcleos de edifícios, sobretudo em situações que envolvam a complexidade do caso em questão. O desenvolvimento deste sistema teve como base o aumento da produtividade e a redução do tempo de execução por sistematização de tarefas e trabalho contínuo, tendo resultado em estruturas de betão contínuas sem juntas de construção.
Na base da estrutura, a ser construída por deslize, é montada uma cofragem de pequena altura (cerca de 1,25 m). A estrutura de suporte da cofragem é formada por cavaletes distanciados, de 1,5 a 2,5 m, onde são montados os dispositivos de elevação. A velocidade do deslize depende unicamente do tempo de presa do betão, podendo, em situações normais de execução, e através de pequenos incrementos de aproximadamente 6 cm, atingir uma velocidade de 24 cm/hora.
Quanto aos sistemas de deslize, a Mota-Engil Engenharia possui dois: o SG 2, usado para deslizar elementos de forma e espessura de parede constantes, e o SG 1 que, além de maior robustez, pode deslizar também elementos de parede com variação de forma (cónica, hiperbólica ou quadrada) e redução de espessura das paredes de betão.
De salientar que o sistema de cofragens pertence à Mota-Engil Engenharia, pressupondo-se, por isso, a sua rentabilização. Refira-se ainda que o equipamento, adquirido em 1969, revolucionou um conjunto de obras executadas nos anos 70 e 80.
Equipa
Director de Produção: Croft Moura
Director de Obra: Rui Santos Paiva
Adjunto de Produção: Hugo Pereira
Adjunto de Director de Obra: Bruno Silva
Preparador: Nuno Amaro
Encarregado Geral: José Maricato
Encarregados de Frente: Álvaro Jesus e Manuel Escaleira
Encarregados de Deslize: Modesto Escaleira e António Teixeira
Técnicos de Segurança: João Vinagre e Carlota Figueiras