Com a sabedoria e experiência resultantes dos seus extraordinários 99 anos, feitos no dia 16 de Maio, o Sr. Lídio Lemos é muito provavelmente o colaborador mais antigo do grupo ainda em actividade.
Com uma vitalidade e memória capaz de fazer inveja a muitos jovens, conta como conheceu o fundador do Grupo Mota-Engil e relembra o início de uma relação profícua que dura até aos dias de hoje.
Corria o ano de 1960 na África do Sul, quando se deu o primeiro contacto com a família Mota através da Construtora do Tâmega da qual fazia parte o Sr. Manuel Mota.
O colaborador do grupo que a empresa sempre conheceu e que faz parte da história, conta que já "com uma certa idade e um pouco ao acaso" chegou ao país mais meridional do continente africano e que encontrou aquela que viria a ser sua mulher numa viagem de comboio.
Casado há 63 anos com duas filhas, cinco netos e um bisneto revelou-se um desportista nato: praticava vela, remo, equitação e chegou a ser campeão de esgrima em Moçambique.
Uma vez no país, alistou-se na tropa sul-africana e "andou por aí fora três anos em serviço militar, passando pela Itália e Médio Oriente" até à sua desmobilização.
Com conhecimentos arranjados em Moçambique e em Lourenço Marques, pensou em criar uma firma de exportações e importações que passou a fornecer a Construtora do Tâmega, e que com o tempo acabou por se ligar à Mota e Companhia, quando o Sr. Manuel Mota resolveu criar a Cosamo, uma empresa de logística que tinha o Sr. Lídio Lemos como administrador e proprietário. Recentemente o Sr. Lemos vendeu a sua parte à Mota-Engil, ficando a Cosamo a fazer parte do capital da empresa.
Apesar de reformado, continua a vir ao escritório todos os dias, e embora não tenha uma actividade perfeitamente definida ainda contribui com os seus conhecimentos do mercado e orgulha-se de conhecer praticamente todas as pessoas que passaram e trabalharam consigo na África do Sul.
Do fundador da empresa, fala com profunda admiração e recorda-se sobretudo da determinação e do dinamismo do homem que não receava tomar decisões na hora e que nunca desistiu perante as adversidades da vida.
Relembra os tempos complicados da descolonização, mas recorda com satisfação o retomar dos trabalhos em África, marcando um percurso internacional de sucesso.
De resto, tem em grande consideração a família Mota, que o ajudou muito no início.
O Sr. Lídio Lemos, "que espera chegar aos 100 anos", deseja que a Mota-Engil continue a ser a maior construtora do país e que continue o caminho traçado pelo Sr. Manuel Mota no sentido do seu contínuo aperfeiçoamento.
Satisfeito por saber que tudo tem estado a correr bem, fez notar que "a empresa cresceu bastante de um momento para o outro".
Conclui deixando votos de felicidades e afirmando a convicção de que "a firma está bem entregue; o Eng. Antonio Mota é uma pessoa dinâmica e vai saber seguir o caminho do pai que era uma pessoa com muito valor".